sexta-feira, 8 de abril de 2011

jogarei . . .



rosas brancas para este dia tão fúnebre. Nunca quis que aqui fosse uma espécie de diário ou coisa parecida. Mesmo porque tenho a sensação de que diário depositamos fatos nos quais não queremos que os outros saibam. E aqui é diferente, aqui me sinto segura e livre pra liberar, escrever e pensar o que me vier na cabeça.  Mas o fato das minhas rosas para esse dia tão fúnebre são duas coisas tão opostas e que ao mesmo tempo estão tão próximas. a vida e a morte. Foi em 07 de Abril. Décimo oitavo aniversario de um rapaz.  três provas feitas e nenhuma questão em branco.o dia nacional do jornalista. Dia em que um ex aluno de uma escola carioca faz uma chacina e tira a vida de inúmeros inocentes  e ainda se da ao luxo de auto mutilar-se. Dia em que meu meio vizinho, meio melhor amigo, meio irmão perdeu um dos meios de sua vida. E o  dia se tornou mais irônico por ter sido nomenclaturado pelo dia internacional da saúde. Pois bem, mas aqui não quero relatar o fato de eu já ter amado muito o aniversariante, nem o fato de eu esperar que me apareça três 10 no meu boletim, nem as inúmeras matérias publicadas pelos demais jornalistas, nem os 11 mortos e o suicida, nem a morte do meu ente quase querido, nem a busca de saúde nesse mundo completamente doentio. Só quero liberar do quanto sou(somos) frágeis a qualquer e pouca coisa existente nesse mundo. Frágeis a coisas que somos os primeiros a cometermos, os primeiros a criarem, frágeis um dos outros, entre si, e de si.

(Ilana Odorico)

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